Esta opção reiniciará o site do Sistema CONFERP, restaurando todas as janelas fechadas no site.

Reiniciar o site do Sistema CONFERP

Encerramento de cursos de Relações Públicas e criação de Comunicação Organizacional UnB

Imbuídos que somos, por formação profissional, do respeito à liberdade de expressão e à adoção, pelos veículos de imprensa, da linha editorial que mais lhes aprouver, vimos tecer alguns comentários com relação a duas matérias publicadas no jornal Correio Brasiliense na primeira quinzena de abril de 2010.

Esta não é uma critica a linha adotada pelo jornal nas matérias publicadas. É a defesa da profissão de Relações Públicas por este Conselho. Estão aqui inseridas constatações do que ocorre no mercado de Brasília e algumas observações no que se refere à preparação e a divulgação das matérias referidas:

- O Sistema CONFERP, formado pelo Conselho Federal e seus Conselhos Regionais, bem como profissionais de todo o Brasil se sentiram ofendidos com o título “RPs em extinção”, de uma das matérias.

- O teor da matéria desdiz seu péssimo título, pois demonstra crescimento da área de Relações Públicas em outros cantos do país.

- Enquanto isso Brasília importa profissionais de Relações Públicas de outros estados. Fato que não foi destacado pela referida reportagem. O CONFERP poderia ter indicado alguns desses profissionais, que fazem parte do mesmo como conselheiros.

- Não foi levado em consideração o contingente de profissionais de Relações Públicas que estão atuando em Brasília, muitos em cargos de destaque em organizações públicas e particulares. E tantos deles formados nos bancos das instituições que agora desprezam esse mercado, enquanto continuam a formar carradas de bacharéis de outras áreas cuja única opção é invadirem o mercado de Relações Públicas. A UnB e outras escolas de Brasília ajudaram a construir o mercado de Relações Públicas na capital federal, o qual, se não evoluiu mais, o foi por falta de interesse e empenho delas próprias em promover a profissão.

- Os repórteres que mantiveram contato com o Presidente e com o CONFERP, em diversas ocasiões, poderiam ter solicitado indicação de profissionais de Relações Públicas que exercem cargos de destaque em Brasília, para que dessem sua visão do mercado.

- O Presidente do CONFERP foi entrevistado com enfoque no fechamento de cursos em Brasília, na primeira matéria já citada, e com a criação do curso da UnB, que acabou gerando a matéria: “UnB lança graduação inédita”.

- A primeira matéria teve citação de uma frase do Presidente tirada de um contexto maior e colocada na matéria como para dizer: “O presidente do CONFERP foi ouvido”. A segunda matéria também foi alvo de comentários do Presidente do CONFERP, entre os quais destacamos o seguinte: “Os graduados nesse curso não poderão exercer a profissão quando se formarem, pois estarão exercendo atividade de profissão regulamentada por lei”. Esta afirmação não foi publicada.

- Mais grave é que não houve a preocupação em saber quantos profissionais existem em Brasília que exercem a função especifica de Comunicação Organizacional? Quantas empresas têm vagas específicas para a área de Comunicação Organizacional? Mas, isso não vem ao caso, pois há uma auto-suficiência na criação e fechamento de cursos. Pouco importa se um profissional vai roubar mercado do outro. O que importa é a demanda pelo curso, com mercado ou sem mercado. Ou se vão jogar no limbo títulos profissionais que mantinham como identificadores dos cursos, que encerraram. O que interessa são as elucubrações de seus teóricos, que desejam transformar o mercado a seu bel prazer. Não ligam o mínimo com os que carregam os diplomas fornecidos por elas. Não fazem nenhum esforço para esclarecer o mercado sobre as profissões das quais mantém cursos, nem com o futuro dos profissionais que formam. Mas, são rápidas em criar novos cursos que seus teóricos entendem oportunos. São todas poderosas. Não importa se quem vai formar terá problemas legais para exercer a profissão.

- Inicia mal um curso que precisa de expedientes desse tipo para justificar sua criação. E faz más relações públicas, pois se apóia na imprensa para tornar “verdade” seu factóide.

- Por outro lado, as profissões com mais ou menos profissionais registrados devem ser respeitadas, pois representam o sustento de pessoas e famílias. Muitas vezes, estas contribuem mais para o progresso da nação do que outras que sobrecarregam o mercado, abarrotando-o de bacharéis que dão cabeçadas uns nos outros e invadem o mercado de trabalho de outras profissões. As escolas sabem do que estamos falando, mas fazem de conta que está tudo bem e que o mercado está absorvendo esse enorme contingente de profissionais. Enquanto isso, faltam profissionais em inúmeras áreas de forma a promover um crescimento mais eficaz e sustentado da economia brasileira.

Sistema CONFERP

1 comentário

  1. Maria Cecília comentou:

    Boa noite!
    Minha preocupação não é só com a matéria publicada no Correio Braziliense, mas com os caminhos que a profissão vem tomando em Brasília. A situação não é muito diferente do que foi dito, no referido jornal, é verdade. Também é cero que temos muitos profissionais de Relações Públicas atuando em várias organizações e com excelentes resultados e muitos outros profissionais atuando em nossa área sem nenhuma competência. Mas a questão não é só essa, se puderem verificar o currículo do curso de Comunicação Organizacional da UnB, acredito que não seja de Relações Públicas, parece que tem um foco bem diferente, voltado para questões ambientais, para o espaço em que a organização está inserida. Não sei se isso seria bom ou não para nossa área.
    Grata pelo espaço. M.Cecília

Deixe seu comentário