Relações Públicas e a mudança de cultura para o comprometimento
Patrícia Zawascki
CONRERP/4 – 2737(zawascki@plusmk.com.br)
Sócia-Diretora da agência Plus Marketing, graduada em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas pela Unisinos, trabalha como Assessora de Comunicação e Marketing, atendendo clientes como Device Automation, Rede Vida Farmácias, Rede Oxi, Rede Agamoto, Coester Automação e São Leopoldo em Dança.
Constantemente ouvimos falar sobre a importância da valorização do fator humano no âmbito empresarial, visto que eles, os funcionários, em muitos casos são os responsáveis em fazer a empresa “caminhar para frente”.
São eles que produzem bens de consumo ou serviços, prestam atendimento aos públicos, compram, vendem, enfim, promovem suas tarefas de tal forma que o processo de trabalho chegue ao seu destino, cumprindo o que fora planejado. Nesta hora, alguns podem dizer: – Nada que não seja sua obrigação, afinal ganham para isso.
Entendemos o ponto de vista de alguns empregadores que ainda pensam desta forma. No entanto, temos diversos exemplos diários, de como um funcionário satisfeito, tanto com seu ambiente de trabalho, quanto com as condições que a empresa lhes oferece para exercer suas atividades, resultam na excelência do atendimento prestado, numa produção mais rápida e melhor, pois esses colaboradores, unem seus esforços para oferecer o melhor de si para a organização.
Pois quando estão satisfeitos, exercem suas tarefas de trabalho com a visão de quem faz para si próprio, já que a empresa que o estimula a cada dia, deixa de ser apenas um local de troca (trabalho por salário) para se tornar um segundo lar. Quando isso ocorre, podemos dizer que o funcionário está comprometido com a organização e não mais apenas envolvido no processo.
O comprometimento possui ligação direta com fatores tais como a missão, valores, metas e objetivos organizacionais, fortalecendo os relacionamentos, e ainda, tornando os funcionários fortes aliados da empresa.
No entanto, obter o comprometimento dos colaboradores, em muitos casos, é uma tarefa difícil, principalmente quando a base cultural não está devidamente estabelecida dentro da empresa. Contudo, o comprometimento total dos funcionários, torna-se uma função ainda mais complexa de se obter em tempo integral, pois a motivação oscila, conforme a satisfação e estado psíquico das pessoas.
Nesta situação, a tarefa do comprometimento não necessariamente deve vir apenas da organização, o funcionário precisa estar pré-disposto, a fim de atingir este estado, ou seja, os indivíduos resistentes, preocupados apenas com a eficiência e mantendo-se somente envolvidos com seu trabalho, permanecem indiferentes a excelência de resultados, não somando diferencial algum a empresa e por muitas vezes, vindo a resultar em uma insatisfação dos clientes para com a marca.
É neste ponto que as Relações Públicas devem ser compreendidas como facilitadoras, que dentre outras funções, implicam em alcançar, ou manter o comprometimento do público interno perante a organização, com ações de comunicação interna devidamente planejadas e direcionadas a satisfação desse público.
E nesta realidade, em que as pessoas a cada dia precisam competir com máquinas, para não perderem espaço no mercado de trabalho, torna-se visível seus esforços para superar limites e alcançar uma maior produtividade, seja ela individual ou até mesmo em equipe.
No entanto, quantidade nunca significou qualidade, muito menos, produtividade ser sinônimo de comprometimento, por essa razão é necessário que as corporações passem a agregar valores voltados ao comprometimento de seus funcionários, pois pessoas comprometidas, preocupam-se com resultados positivos, buscam a eficácia de seus esforços a fim de atingir objetivos de interesse mútuo com a organização.
Sendo assim, ouça seu funcionário, estimule-o, valorize-o e procure promover sua satisfação para o comprometimento. Ambos só tem a ganhar.



Pati,
que orgulho ler teu texto. Abraços e muuuuuuito sucesso! beijos da profe Nadege
Concordo com artigo, acredito que é preciso que as empresas passem a perceber a importância da valorização de seus funcionários, talvez não tivessemos tantos problemas de relacionamento. Utilizar as tecnicas de RP para manter esse relacionamento pode ser benefício para todos os envolvidos, até mesmo o “público externo” da empresa, torando assim um ciclo vicioso, todos saem ganhando.
Parabéns pelo artigo.
gostaeia muito e saber por onde eu começo pois è meu sonho trabalar com relaçoes publicas, pode me ajudar?
Lendo seu texto tem um olhar mais profundo das relações públicas internas das instituições. Muito bom. Sou formado em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, sei que minha grade curricular contempla disciplinas de pesquisa, opinião pública e assessoria. É possivel desenvolver profissionalmente RP, com resgistro e tudo?
Oi Pati!
Mto legal ver teu texto aqui!
Parabéns!
Bjos
Patrícia, adorei a abordagem do seus artigo. Você conseguiu observar, analisar e propor uma solução para uma questão recorrente nas organizações – os funcionários satisfeitos transmitem a imagem da empresa – , que não percebem a importância de sintonizar suas práticas produtivas com os interesses dos seus funcionários. O fator humano é o diferencial entre o simples e óbvio, do engajado e motivado. Parabéns!
Patrícia, Como teu ex-professor fico orgulhoso da abordagem que estás trabalhando, no âmbito organizacional. Saber fazer e saber dizer. Meus parabéns!
Parabéns pelo artigo. Gostei muito.
Tenho uma visão mais “operária” do que “patronal” da situação atual das Relações Públicas aqui no Nordeste.
Acho que o processo de desvalorização da profissão não precisa de culpados, embora acredite que Instituições de Ensino Superior, Professores, Alunos e Profissionais, são diretamente culpados pela situação atual das Relações Públicas.
Sou Diretor do Departamento de R.P aqui na Prefeitura do Recife e tenho trabalhado muito para conquistarmos nossos espaços, teoricamente, garantidos por lei.
Gostaria de deixar meu e-mail para debater com outros profissionais de outras regiões, com o intuito único de buscar caminhos melhores para nossa amada e tão depreciada profissão.
Firmo Neto
Relações Públicas
Conrerp/5º: 1.527
firmoneto@yahoo.com.br
(81) 9977-3592
Patrícia, parabéns pelo artigo e tema abordado!
Sou RP e trabalho na Prefeitura de São Leopoldo. Fiquei feliz ao ler o texto de uma profissional da nossa cidade no site do Conferp.
Abraços e sucesso!
Patrícia, gostei muito do teu texto. Com certeza, o papel do relações públicas é, não somente ajudar a potencializar a imagem interna e externa de uma empresa / instituição / organização, mas também conseguir envolver os colaboradores (ou funcionários como algumas empresas ainda chamam) na cultura organizacional, tentar compreender suas necessidades e fazer uma comunicação interna consistente. O que já presenciei em algumas empresas – e acredito que isso ocorra em várias – é a comunicação interna acontecer sem o devido planejamento, sem a realização de pesquisas de satisfação, de opinião e de clima (às vezes por medo que críticas e reclamações pesadas venham à tona). Consequentemente, não se consegue o resultado esperado e parte do público interno fica indiferente às ações de Comunicação ou Endomarketing realizadas.
Maria Alana B. de Oliveira
Relações Públicas CONRERP 2904
Olá, Patrícia. Tenho buscado textos sobre comunicação social, especialmente relações públicas, voltados para o público interno das organizações. Gostaria de encontrar, sobretudo, o modo como a ligação da CS-RP com a ARH tem se dado na prática. Mas pouco encontrei sobre isso. É possível localizar manifestações da ARH sentindo falta de comunicação e da CS-RP sentindo falta de uma ARH mais efetiva, vale dizer, um exercício de liderança mais consistente e humanizado nas organizações. Mas material sobre a relação de cooperação entre as duas áreas – e não da comum concorrência ou sobreposição de profissionais – estou com alguma dificuldade de encontrar. Poderia me ajudar?
Patricia,
Olá! Gostei muito do texto. Bacharel em Relações e Especialista em Comunicação Organizacional, hoje atuo na Comunicação Interna e vivencio este desafio. O contexto empresarial abrange diversas situações em que o foco dos conflitos internos é justamente, gerados pela falta de motivação no ambiente de trabalho, e por mais que seja espantoso, algumas empresas ainda não compreenderam que o “funcionário” é parte fundamental de seu sucesso, e não um “problema de falta de comprometimento” É preciso entender as necessidades do funcionário para encontrar meios para motivá-los, e logo, serem mais comprometidos.
Elaine Barreto
Olá Patrícia…tudo bem? Espero que sim! Bem…primeiramente eu queria dizer que o texto esta muito bom e que qualquer pessoa que o lê terá uma base bem legal e pratica de como o profissional de Relações Públicas atua em sua área. E na verdade é o que nós deveriamos fazer com mais frequencia, nos mostrar, mostrar nosso trabalho, seja como estudante ou como profissionais formados e/ou exercendo seu trabalho. Quando eu estava lendo o texto, fiquei muito admirada na forma como você, em palavras simples, conseguiu passar uma mensagem tão importante como esta. Parabéns pela grande competência na escrita do artigo e sucesso. Vanessa – SP